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404 • 1ª quinzena outubro 2026 noticia_destaque Seconci News

Enfrentamento de riscos psicossociais na América Latina

Confira o artigo da supervisora de Segurança do Trabalho do Seconci-MG sobre o assunto.

América Latina avança na prevenção dos riscos psicossociais no trabalho, mas ainda enfrenta desafios, aponta a OIT 

Por Andreia Darmstadter

A OIT, única agência tripartite da ONU, reúne, desde 1919, governos, empregadores e trabalhadores de 187 Estados-Membros (Brasil é membro) para definir normas trabalhistas, desenvolver políticas e elaborar programas que promovam o trabalho decente para todas as mulheres e homens. Dedicada, também, à promoção da justiça social e à defesa dos direitos humanos e trabalhistas internacionalmente reconhecidos, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) prossegue em sua missão, pautada pelo entendimento de que a justiça social é essencial para a construção de uma paz universal e duradoura.

Em nota técnica publicada recentemente, o organismo internacional analisa os avanços da América Latina na proteção da saúde mental no trabalho e ressalta que ainda há desafios a superar, especialmente no que diz respeito à prevenção dos riscos psicossociais em sua origem. Acesse  aqui a nota técnica – “A promoção de ambientes psicossociais saudáveis no trabalho: avanços e desafios na América Latina” (“La promoción de entornos psicosociales saludables en el trabajo: Avances y desafíos en América Latina”) na íntegra.

Entre os fatores de risco psicossocial no trabalho estão a sobrecarga de atividades, as jornadas prolongadas, a falta de autonomia, a insegurança no emprego, a violência e o assédio – situações que podem afetar negativamente a saúde mental dos trabalhadores. Diante desse cenário, a prevenção deve atuar sobre a organização e as condições de trabalho, não se limitando a medidas direcionadas individualmente aos trabalhadores. Nesse processo, é fundamental contar com lideranças preparadas para identificar situações de risco, conduzir equipes de forma responsável, prevenir conflitos e promover ambientes de trabalho mais saudáveis, seguros e respeitosos. 

De acordo com as estimativas conjuntas da OIT e da Organização Mundial da Saúde (OMS), cinco fatores de risco psicossocial relacionados ao trabalho — tensão no trabalho, desequilíbrio entre esforço e recompensa, insegurança no emprego, jornadas prolongadas e intimidação no trabalho — estão associados a mais de 840 mil mortes anuais no mundo por doenças cardiovasculares e transtornos mentais. Do total dessas mortes, 9,5% ocorreram nas Américas.

Cuidar da saúde mental no trabalho implica atuar sobre as causas dos riscos psicossociais. Carmen Bueno, especialista em Segurança e Saúde no Trabalho e Inspeção do Trabalho do Escritório da OIT para o Cone Sul diz: “Cuidar da saúde mental no trabalho implica atuar sobre as causas dos riscos psicossociais. Não basta oferecer respostas individuais: é necessário rever como o trabalho é concebido, organizado e gerenciado, com a participação de empregadores e trabalhadores

Nos últimos anos, vários países da América Latina avançaram no reconhecimento da proteção da saúde mental e na gestão dos riscos psicossociais no trabalho. Houve avanços na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, na Costa Rica, no Equador, no México, no Peru, na República Dominicana e no Uruguai. Entre os avanços estão mudanças normativas, metodologias para identificar e avaliar os riscos psicossociais, instrumentos de prevenção, ações de inspeção do trabalho e medidas de enfrentamento à violência e ao assédio. Organizações de empregadores e de trabalhadores também desenvolveram iniciativas e ferramentas nessa área.

A OIT ressalta, contudo, que a gestão efetiva dos riscos psicossociais ainda representa um desafio. Uma vez identificados, esses riscos devem ser prevenidos e enfrentados desde sua origem, por meio de medidas que contemplem as exigências e responsabilidades profissionais, a carga e o ritmo de trabalho, a autonomia dos trabalhadores, a organização do tempo e as práticas de supervisão e controle. 

Embora as iniciativas individuais voltadas ao bem-estar sejam importantes, elas não substituem as medidas coletivas e organizacionais necessárias à prevenção desses riscos. Nesse contexto, o compromisso das organizações e o preparo das lideranças para reconhecer situações de risco, conduzir equipes e promover relações de trabalho respeitosas são fundamentais para a construção de ambientes laborais mais saudáveis e seguros.

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404 • 1ª quinzena outubro 2026 Curso Seconci News

Programa de Desenvolvimento de Liderança: Liderar também é cuidar das relações de trabalho

O Seconci-MG convida as empresas associadas a participarem do Programa de Desenvolvimento de Liderança, uma iniciativa voltada ao aprimoramento de líderes e gestores para uma atuação mais consciente, estratégica e preparada diante dos desafios relacionados à prevenção e ao enfrentamento do assédio e dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Realizado em dois módulos, o programa oferecerá conhecimentos e ferramentas práticas para apoiar as lideranças na construção de ambientes de trabalho mais respeitosos, seguros e saudáveis, fortalecendo sua capacidade de reconhecer situações de risco, atuar preventivamente e conduzir adequadamente questões que impactam as relações e a saúde no trabalho.

Quem conduz o programa

O programa será conduzido por Andreia Darmstadter e Dalva Rabello, profissionais que reúnem experiências complementares nas áreas de Segurança do Trabalho, Psicologia e desenvolvimento de pessoas e organizações.

Andreia Darmstadter – Supervisora do Departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG, com amplo conhecimento das Normas Regulamentadoras (NRs) e de suas implicações para a gestão da segurança no ambiente de trabalho. Sua expertise se destaca pela capacidade de converter requisitos normativos em orientações práticas, articulando as exigências legais às necessidades das empresas e aos desafios cotidianos das lideranças.

Dalva Rabello, Psicóloga e Consultora Organizacional, com atuação voltada à promoção da saúde mental nas organizações e ao fortalecimento das relações no trabalho. Sua abordagem valoriza a saúde, o bem-estar e a construção de ambientes laborais mais saudáveis, pautados pelo respeito, pela colaboração e pela qualidade das relações profissionais.

INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO

Data: 09/11/2026 (segunda-feira)

Local: Centro de Treinamento do Seconci-MG – entrada pela Rua Adalberto Ferraz, nº 336 – Lagoinha/Belo Horizonte

Horários: 8h às 13h (1º módulo) e 14h às 17h (2º módulo)

Intervalo para almoço: 13h às 14h

PROGRAMAÇÃO

MÓDULO 1

  • Saúde mental em jogo – Autoliderança – Dalva Rabello – Carga horária: 3 horas
  • O novo papel da liderança na prevenção de riscos psicossociais – Dalva Rabello – Carga horária: 2 horas

MÓDULO 2

  • NR-01 em foco: o que muda com a gestão dos  riscos psicossociais – Andreia Darmstadter – Carga horária: 1h30min
  • Liderança & Segurança – Andreia Darmstadter – Carga horária: 1h30min

INVESTIMENTO – O investimento é de R$1.500,00 por participante.

O valor da inscrição será acrescido à contribuição mensal da empresa ao Seconci-MG e cobrado no respectivo boleto bancário.

Condições especiais de inscrição:

1º lote – 20% de desconto até o dia 23/10/2026 ou para empresas que inscreverem mais de um líder.

2º lote – 10% de desconto a partir de 24/10/2026 até 30/10/2026

Importante: os descontos não são cumulativos

INSCRIÇÕES – Enviar e-mail para seguranca@seconci-mg.org.br com: nome completo do participante, CPF, empresa, cargo/função, telefone e e-mail para contato.

CERTIFICAÇÃO – Ao final do programa, os participantes receberão certificação, evidenciando a capacitação das práticas de prevenção e combate ao assédio e aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

MAIS INFORMAÇÕES – Departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG – Tel.: (31) 3449-8032 ou pelo e-mail seguranca@seconci-mg.org.br

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404 • 1ª quinzena outubro 2026 Campanha Seconci News

Seconci-MG mobiliza empresas e trabalhadores em ações de conscientização no Outubro Rosa

Palestras, vídeo educativo e campanha de arrecadação de lenços e bandanas reforçam o compromisso da entidade com a prevenção e o cuidado com a saúde da mulher.

O Seconci-MG intensifica, neste mês de outubro, sua atuação na campanha Outubro Rosa, com uma série de iniciativas voltadas à conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde da mulher, da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero.

Entre as ações realizadas estão palestras em canteiros de obras e sedes de empresas da construção civil, ministradas pela médica ginecologista Elza Brandão, que aborda o tema e orienta os participantes sobre a importância do acompanhamento médico e dos cuidados preventivos. A entidade também está exibindo, na recepção de sua sede, um vídeo educativo com informações e alertas sobre a saúde da mulher, ampliando o acesso à informação e estimulando a adoção de hábitos de cuidado.

Outra iniciativa é uma campanha de arrecadação de lenços e bandanas, que mobiliza os sindicatos patronais da construção civil e pesada, as empresas associadas, seus colaboradores e a equipe do próprio Seconci-MG. As doações serão destinadas, até o final de outubro, a pessoas em tratamento contra o câncer, por meio de hospitais e instituições de referência nessa área. A proposta é oferecer um gesto de acolhimento e solidariedade a quem enfrenta os desafios do tratamento oncológico.

A procura por palestras sobre o tema cresce significativamente durante o Outubro Rosa. Embora o Seconci-MG busque atender às solicitações das empresas, o volume de pedidos nem sempre permite contemplar todas as demandas nesse período.

A prevenção, porém, não deve se limitar a um mês temático. O Seconci-MG reforça junto às empresas associadas a importância de incentivar seus trabalhadores, especialmente as mulheres, a manterem o acompanhamento regular de saúde, agendarem consultas preventivas e buscarem orientação médica sobre os exames indicados para cada caso, considerando a idade, o histórico familiar e os fatores individuais de risco.

Mais do que uma mobilização pontual, o Outubro Rosa é uma oportunidade de fortalecer uma cultura permanente de cuidado, informação e prevenção. Afinal, a atenção à saúde deve fazer parte da rotina durante todo o ano.

Confira aqui a mensagem da supervisora do Serviço Social do Seconci-MG, Sylvia Helena Costa, sobre os atendimentos na área de Ginecologia e os cuidados de prevenção ofertados pelo Seconci-MG durante todo o ano às trabalhadoras e às dependentes (esposas e filhas) dos funcionários do setor.

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404 • 1ª quinzena outubro 2026 Campanha Seconci News

Sicepot-MG e Sinduscon-MG abraçam campanha de doação de lenços e bandanas

A ação do Outubro Rosa do Seconci-MG sensibilizou os sindicatos patronais: Sicepot-MG e Sinduscon-MG também fazem parte da ação que  busca transformar a mobilização das empresas associadas em uma contribuição concreta para pacientes em tratamento.

Como informado anteriormente, estamos realizando uma Arrecadação de Lenços ou Bandanas e convidamos as empresas associadas às três entidades a participarem da iniciativa, estimulando seus colaboradores e equipes para a coleta das doações.

A proposta é simples: cada empresa pode organizar sua própria mobilização interna e reunir os lenços ou bandanas entre seus colaboradores. As doações serão recebidas nas sedes do Seconci-MG, Sicepot-MG ou Sinduscon-MG e, posteriormente, encaminhadas pelo Seconci-MG a hospitais de tratamento em Belo Horizonte.

Uma ação que começa nas empresas

A participação das empresas associadas é parte importante da campanha. Ao mobilizar seus colaboradores em torno da arrecadação, cada organização contribui para ampliar o alcance da iniciativa e fazer com que as doações cheguem a pacientes que estão passando por tratamento.

A campanha também reforça uma atuação que faz parte da essência das três entidades: aproximar empresas, trabalhadores e sociedade por meio de ações de cuidado, saúde e responsabilidade.

Pontos de coleta:

Seconci-MG – Rua Diamantina, 285 – Lagoinha – Belo Horizonte

Sicepot-MG – Av. Raja Gabáglia, 1143 – 17º andar – Luxemburgo – Belo Horizonte 

Sinduscon-MG – Rua Marília de Dirceu, 226 – 3º andar – Lourdes – Belo Horizonte

Destinação: hospitais de tratamento em Belo Horizonte

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404 • 1ª quinzena outubro 2026 Campanha Seconci News

Seconci-MG participa da CANPAT CONSTRUÇÃO 2026

No último dia 6 de outubro, a supervisora do Departamento de Segurança do Trabalho do Seconci-MG, Andreia Darmstadter, participou como mediadora do painel “Sistemas Elétricos em Canteiros: Boas Práticas e Requisitos Normativos”, realizado on-line, das 10h às 11h, com transmissão pelo canal da CBIC no YouTube.

A programação promoveu um importante espaço de diálogo e troca de conhecimentos sobre segurança nos canteiros de obras, com foco nas boas práticas e nos requisitos normativos relacionados aos sistemas elétricos.

A CBIC destacou e agradeceu a contribuição de Andreia Darmstadter, ressaltando que seu conhecimento e experiência contribuem para qualificar os debates e ampliar a reflexão sobre os desafios e as oportunidades relacionados à Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção, fortalecendo a disseminação de conhecimentos, experiências e boas práticas entre os profissionais do setor.

A participação de especialistas e de instituições que atuam diretamente na promoção da saúde e da segurança dos trabalhadores, como o Seconci-MG, é fundamental para fortalecer o diálogo e estimular a construção de soluções cada vez mais alinhadas à realidade dos canteiros de obras. 

O Seconci-MG segue contribuindo para o fortalecimento de uma cultura de prevenção, saúde e segurança na construção civil.

Sistemas Elétricos em Canteiros: Boas Práticas e Requisitos Normativos: O painel contou com a participação de Elaine Castilho, auditora fiscal do Trabalho no Rio de Janeiro. Na abertura, Andreia destacou que a eletricidade exige atenção permanente nos canteiros. “A eletricidade é inodora, não tem cheiro, não tem cor”, afirmou. Segundo ela, embora o tema já seja amplamente discutido no setor, é necessário continuar disseminando informações para reduzir os riscos e prevenir acidentes. 

Durante a apresentação, Elaine Castilho chamou atenção para a gravidade dos acidentes de origem elétrica. Segundo dados do Anuário Estatístico da Abracopel apresentados pela auditora, em 2024 foram registrados 2.364 acidentes de origem elétrica no Brasil, que resultaram em 840 mortes. Entre os casos relacionados a choque elétrico, foram registradas 759 mortes. 

No recorte relacionado à construção, Elaine destacou a elevada letalidade dos acidentes envolvendo eletricidade. De acordo com os dados apresentados, foram registrados 167 acidentes com eletricistas ou profissionais da construção, dos quais 86 resultaram em mortes. 

Para a auditora, o primeiro passo para reduzir esses números é o planejamento. “A gente precisa planejar antes de executar. É o planejamento e a elaboração dos projetos elétricos”, afirmou. 

Elaine explicou que a NR-18 estabelece a necessidade de projeto elétrico das instalações temporárias, elaborado por profissional legalmente habilitado. A norma também determina que essas instalações sejam executadas e mantidas de acordo com o projeto. A execução das instalações elétricas temporárias deve ainda atender às disposições da NR-10.

Improvisações ainda são encontradas nos canteiros

Entre os principais problemas identificados pela fiscalização estão condutores instalados em locais de circulação de pessoas e equipamentos, conexões e derivações improvisadas, quadros de distribuição inadequados, fiação sem proteção adequada e falta de organização das instalações. 

Segundo Elaine, o fato de uma instalação funcionar não significa que ela seja segura. “Mas não é porque o equipamento funciona que isso daí tá seguro, pelo contrário”, alertou. 

A auditora também destacou os riscos associados aos chamados “improvisos” ou “gambiarras”, que podem expor trabalhadores a choques elétricos e outros acidentes. Quadros de madeira, por exemplo, estão em desacordo com os requisitos apresentados durante o painel. 

Outro ponto abordado foi a necessidade de os projetos acompanharem a evolução da obra. Elaine ressaltou que o canteiro é dinâmico e que as instalações precisam ser revistas à medida que surgem novas demandas. Caso contrário, a ampliação das necessidades de energia pode levar a adaptações inadequadas dos quadros e das instalações. 

“A obra é uma coisa viva, então a gente precisa estar sempre revisando”, afirmou.

Normas e medidas de proteção

Durante o painel, Elaine detalhou ainda requisitos previstos na NR-18 para as instalações elétricas dos canteiros, incluindo a necessidade de projeto, aterramento, inspeções e medições periódicas, além de quadros dimensionados e organizados de acordo com as necessidades da obra. 

A utilização do dispositivo diferencial residual (DR) também foi destacada como medida adicional de segurança. A auditora ressaltou a importância do equipamento, especialmente em situações envolvendo áreas molhadas e equipamentos utilizados nos canteiros. 

Outro alerta foi relacionado aos quadros de distribuição. Além de adequados às condições do ambiente, eles devem permanecer fechados, identificados, sinalizados e com acesso desobstruído e espaço suficiente para a realização de serviços e operações pelos trabalhadores autorizados. 

Ao longo da apresentação, a auditora mostrou exemplos de situações encontradas em fiscalizações e de soluções adequadas, reforçando a importância de aplicar as normas técnicas desde o planejamento e durante toda a execução da obra. 

Para Elaine, a adoção das medidas de segurança precisa acompanhar o avanço tecnológico do setor. “Para que a tecnologia realmente cumpra o seu papel, a gente precisa de uma base, que é a base da elétrica segura”, afirmou. 

Assista aqui o painel na íntegra. 

(Com informações da Agência CBIC 06/10/2026)

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404 • 1ª quinzena outubro 2026 Seconci News

Seconci-MG e TJMG promovem ações de conscientização sobre a violência contra as mulheres

Empresas associadas poderão solicitar palestras do Projeto Construindo Igualdades durante a campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

De 23 de novembro a 11 de dezembro, o Seconci-MG promoverá, em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma série de palestras sobre o enfrentamento da violência doméstica e familiar, por ocasião de mais uma edição da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. As atividades serão realizadas em canteiros de obras e sedes de empresas associadas, conforme a demanda e a disponibilidade de agenda.

A iniciativa é uma oportunidade para as empresas conhecerem e integrarem as ações do Projeto Construindo Igualdades, desenvolvido pelo Seconci-MG em parceria com o TJMG, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COMSIV).

O projeto leva aos ambientes de trabalho informações, orientações e reflexões sobre as diferentes manifestações da violência doméstica e familiar, seus impactos nas relações familiares e sociais e suas repercussões no ambiente laboral. A proposta é estimular o debate, contribuir para a identificação de comportamentos violentos, combater sua naturalização e ampliar o conhecimento sobre prevenção, acolhimento e caminhos para buscar ajuda.

As palestras são ministradas por profissionais convocados pelo TJMG que atuam na rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar, o que permite abordar o tema com conhecimento técnico e experiência prática. Há, ainda, a possibilidade de incluir apresentações cênicas alusivas ao tema, como recurso para sensibilizar os participantes e ampliar o alcance das reflexões propostas.

Empresas interessadas em levar essa ação aos seus colaboradores devem entrar em contato, o quanto antes, com o Departamento de Serviço Social do Seconci-MG. As solicitações serão encaminhadas à COMSIV/TJMG para avaliação e agendamento, conforme a disponibilidade dos profissionais e da programação.

A campanha será realizada de 23 de novembro a 11 de dezembro, exceto no dia 8 de dezembro, feriado municipal em Belo Horizonte.

Mais do que uma mobilização concentrada em um período específico, a iniciativa reforça a importância de manter o enfrentamento à violência como um compromisso permanente, que envolve informação, conscientização e responsabilidade.